CORAÇÕES UNIDOS DO AMARELINHO DIVULGA SINOPSE PARA O CARNAVAL 2014


Salve, salve!

A Escola de Samba Corações Unidos do Amarelinho, que atualmente desfila no Grupo de Acesso D do Carnaval carioca, divulgou a sinopse do seu enredo para o Carnaval 2014. “Irajá, de cabo a rabo” é o tema da Azul e Amarelo para o próximo ano. O enredo já foi apresentado pela agremiação antes dela se tornar escola, mas ganhou uma nova roupagem, uma nova visão e, inclusive, essa nova sinopse, nas mãos do carnavalesco André Tabuquine, que também integra a Comissão de Carnaval da Alegria da Zona Sul, da Série A.

Outra novidade na Corações foi o anúncio do novo coreógrafo da Comissão de Frente da escola. Adilson Lourenço é o novo responsável pelo segmento.

Confira a sinopse da Corações Unidos do amarelinho para o Carnaval 2014:

“IRAJÁ, DE CABO A RABO”

A Região de Irajá, com seus atuais oito bairros, teve origem na mais extensa das sesmarias doadas pela Coroa Portuguesa aos primeiros colonizadores.

Como quase todo o território do município do Rio de Janeiro, era habitada pelos índios Muriáis.  Em 1568, as terras, mais tarde transformadas em fazendas, foram doadas a Antonio de França, que ali fundou o Engenho de Nossa Senhora da Ajuda, marco histórico inicial de todos os bairros da Região e também dos subúrbios cariocas.

Entre seus primeiros proprietários, foi o jesuíta Gaspar da Costa, primeiro donatário da Região, que ergueu a então Capela Barroca de Irajá, no período compreendido entre abril e dezembro de 1613.

Em dezembro de 1644, o filho de Gaspar da Costa iniciou as transformações necessárias à Capela Barroca de Irajá, criando a Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, confirmada por alvará de D. João IV em 10 de fevereiro de 1647, tornando-se seu primeiro vigário. O marco da história de Irajá.

“Irajá”, que em tupi-guarani significa ” MEL QUE BROTA” ou se produz, foi a primeira grande região produtora da Cidade. Possuía um clima agradável, sítios de beleza incomum e como se situava numa planície, era propícia ao plantio de cana-de-açúcar e à criação de gado. O desmatamento foi o ponto de partida da atividade produtiva, para atender à construção das edificações coloniais e para o posterior cultivo da cana-de-açúcar. Com o passar do tempo, a Região revelouse uma grande fonte abastecedora da Cidade – de frutas, hortaliças, aguardente e produtos básicos para construção, estes oriundos de suas olarias e caieiras.

Menos de cem anos depois da fundação da Cidade, foi instituída como Freguesia, tornando-se a segunda da Cidade e a maior de todas em extensão de terra, dando mostras da importância que já tinha para a administração do governo colonial.

Existem também amplas referências a respeito das velhas fortificações que defenderam a Fazenda Irajá, em pontos estrategicamente situados de modo a evitar possíveis incursões de índios, escravos de outras terras ou aventureiros e estrangeiros que ali surgissem em busca de conquista fáceis.

No século XVIII, a área já possuía grande número de fazendas, e entre 1775 e 1779, o Campo de Irajá abrigava 13 engenhos de açúcar. A Região era grande produtora de aguardente, frutas e hortaliças, além de tijolos e telhas produzidos pelas olarias. Abastecia a Cidade através do Portinho de Irajá, na foz do então navegável rio do mesmo nome( Rio Irajá ), pelo canal do rio Meriti e por inúmeros canais secundários que levavam à Baía de Guanabara.

Irajá nunca produziu café, apenas cana-de-açúcar e produtos hortigranjeiros como banana, laranja, manga, amora, couve, alface, agrião, chicória, cebolinha, entre outros. Também possuía, ao longo da atual avenida Monsenhor Félix, inúmeras árvores de pau-brasil. Essa foi, portanto, a sua primeira vocação: produtora de gêneros alimentícios e materiais de construção para o abastecimento da Cidade e simultaneamente, o centro do transporte e escoamento da produção da Região.

A lavoura de Irajá é importante, abastecendo os mercados da Capital da República. 

A partir de 1661, pouco depois de se institucionalizar como Freguesia, Irajá começou a ser desmembrada, dando origem a inúmeras freguesias rurais que, mais tarde, antes mesmo da divisão em distritos de 1867, se transformaram em bairros: Jacarepaguá, desmembrado em 06 de março de 1661; Campo Grande, desmembrado em 1673; Inhaúma, em 27 de janeiro de 1743, e Engenho Velho, em 1795. Muito mais tarde, já no século XX, Realengo e Anchieta, em 1926, e Penha, Pavuna e Piedade, em 1932. Mais recentemente, Vista Alegre, bairro atualmente integrado à Região. Desse modo, a Região Irajá pode ser considerada o berço dos subúrbios cariocas.

Historicamente, a Região Irajá foi marcada por três épocas distintas. A primeira -tipicamente rural – vai do século XVI até princípios do século XIX, quando é o primeiro celeiro abastecedor de produtos agrícolas da Cidade, tendo como vetor de crescimento o transporte por via fluvial e marítima. A segunda – marcada pela formação de núcleos sub-urbanos – vai do início até meados do século XIX, em função das igrejas e dos locais de comércio surgidos por força da intensificação do transporte das mercadorias. Na terceira – quando assume feições urbanas – vai da segunda metade do século XIX em diante, tendo como vetor o transporte ferroviário, principalmente as estradas auxiliares Rio D’Ouro e Northern, posteriormente incorporadas à malha ferroviária da Central do Brasil.

Com a implantação das linhas das estradas de ferro Northern, em 1886, e Rio D’Ouro,foi criada para transportar trabalhadores e materiais e para crescimento da região. 

Entre 1870 e 1890, a Cidade começa a receber crescente contingente de população constituída por escravos livres e imigrantes, devido principalmente à crise na produção cafeeira. O processo de loteamento se intensifica, sobretudo nas terras do entorno das linhas férreas.

No século XX, a atual Região Irajá é marcada por grande número de novos loteamentos, principalmente na década de 20.

Entre 1940/50, a expansão mantém-se lenta porém contínua, acompanhando uma progressiva melhoria nas vias de acesso. Durante o Estado Novo, com a abertura da Avenida Brasil, a ocupação segue o trajeto da extensa via. 

No ano de 1941  é Inaugurado o Cine Irajá; por cerca de dois anos, sendo a sala  como uma das maiores da cidade na época e também como representação clara da passagem do bairro para a modernidade. 

No meados na década de 60 fundava 1967  o Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Boêmios de Irajá; onde até hoje se encontram e fazem rodas de samba e que grande frequentador e também foi morador  o grande pagodeiro Zeca Pagodinho e entre outros Baluartes.

Por este motivo que no bairro de Irajá por ter  um clima agradável e bem propício a grandes plantações na época  durante o período colonial; e caminho para grande passagens para transportar grande parte de produtos diversos principalmente agrícolas  na década de 70 foi inaugurado uns dos maiores mercados do Estado o CEASA-RJ, no intuito de atuar no mercado, na produção, no atacado e no varejo, do comércio de gêneros agrícolas. Concentra grande parte da produção rural do estado para posteriormente distribuí-la para os diversos varejistas (feirantes, supermercados, “sacolões”). 

Sendo assim sendo um dos maiores centro de abastecimento importante do Estado.

E o progresso  não parou…

Em  1998 foi inaugurado o Metrô de Irajá, trazendo conforto e rapidez para a grande população do bairro para diversos lugares.

Em 2011 inaugurado no bairro o Via Brasil Shopping , trazendo modernidade e conforto a todos que moram perto e nos bairros vizinhos modificando a paisagem e trazendo grande desenvolvimento a região.

E com muito orgulho o G.R.E.S. Corações Unidos do Amarelinho vem retratar e homenagiar o seu bairro de origem.

Que façamos um belo hino e um belo desfile rumo à VITÓRIA !

CARNAVALESCO :  ANDRÉ TABUQUINE

Felipe Araujo

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