MARQUÊS DA FOLIA CONVERSA COM RUTE ALVES, PORTA-BANDEIRA DA UNIDOS DA TIJUCA


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Estamos a uma semana do início de mais um Carnaval. E para curtir ainda mais esse momento, o Marquês da Folia preparou uma série de entrevistas com personalidades de várias escolas de samba do Grupo Especial e Série A.

Para começar, temos a honra de apresentar nossa primeira entrevistada: Rute Alves. Conheça um pouco mais dessa Porta-Bandeira que encanta a todos com sua graça e leveza:

MARQUÊS: Conte um pouco de sua trajetória no Carnaval? Onde começou? Há quanto tempo está neste meio?

RUTE: Estou há 17 anos! Comecei no curso de Mestre-Sala e Porta-Bandeira do Mestre Manoel Dionísio. Na avenida estreei em 1997 pela São Clemente, já como 1ª Porta-Bandeira, de 1998 a 2000 estive na Portela, de 2001 e 2002 na Porto da Pedra, em 2003 no Salgueiro, fiquei de 2004 a 2013 Vila Isabel e a partir de 2014 na Tijuca.

MARQUÊS: Tem alguém que te inspire no meio do Carnaval?

RUTE: Alguém não, “alguéns” (Rsrs)!! A eterna Porta-Bandeira, Maria Helena, e o profissionalismo e comprometimento do Marcelo Misailidis, da Priscila Motta e do Rodrigo Negri.

MARQUÊS: Tem alguma superstição no dia do desfile?

RUTE: Superstição não, fé! Sempre rezo, muito, muito, muito… Me apego as minhas imagens de Santo Expedito e Iansã e as levo para avenida. Antes, levo a minha bandeira em um centro espírita e na igreja de Santo Expedito. Não vejo essas minhas atitudes como superstição, e sim como fé.

MARQUÊS: Qual a sensação quando a sirene toca e o portão abre? E quando ele se fecha?

RUTE: Dá um frio e passa sempre na minha cabeça: “vamos embora Julio, que chegou a hora”… E quando se fecha, sempre dá uma sensação de que fiz o que pude, dei o meu máximo e que agora está nas mãos de Deus.

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Rute e seu filho, Caio Alves

MARQUÊS: Qual o seu desfile inesquecível? O momento mais marcante que guarda do Carnaval?

RUTE: O meu desfile inesquecível foi Angola (Vila Isabel 2012). Momentos marcantes, foram cada premiação e pontuação máxima que recebi, a minha apresentação na Tijuca em maio de 2013 e a escolha do samba da Tijuca, quando meu filho (Caio Alves), de 20 anos na época, ganhou o samba.

MARQUÊS: Um sonho que ainda quer realizar dentro do carnaval?

RUTE: Obter sempre o máximo para minha escola.

MARQUÊS: Tem alguma atividade profissional paralela ao Carnaval? Qual?

RUTE: Sim, sou figurinista e personal stylist

MARQUÊS: Qual a preparação que desenvolve ao longo do ano? Como é o preparo no dia o desfile?

RUTE: Não sou muito de malhação não, intensifico mais quando começa os ensaios, antes até faço exercícios físicos, mas sem muita regra, mas depois faço mais reforço muscular… Em dezembro, eu corto qualquer tipo de bebida que não seja natural e só como carne vermelha uma vez por semana. No dia do desfile me hidrato muito, descanso e faço uma alimentação bem balanceada.

 

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MARQUÊS: Qual a expectativa para o Carnaval 2014? Primeiro ano trabalhando com Paulo Barros na Tijuca, uma nova comunidade e um enredo tão especial como esse em homenagem ao Ayrton Senna?

RUTE: Bem, muito feliz em ser da família tijucana. Já trabalhei com Paulo em 2009 na Vila, e sempre admirei seu trabalho. Quando eu e Julio chegamos na Tijuca, ele nos chamou e disse que queria saber tudo o que gostamos ou não em uma fantasia. Disse que teríamos a fantasia da forma que quiséssemos, porque ele queria a gente feliz com ela. Ele foi muito carinhoso conosco. A comunidade é incrível, nos recebeu super bem, tanto a mim e Julio, quanto ao Tinga. Estamos realmente em casa, costumo dizer, e é verdade. Quando a gente vem para Tijuca, é que vemos a diferença. “Feliz” é a palavra que escolho para resumir tudo o que eu sinto. Quanto ao enredo, fiquei muito feliz quando soube, afinal, quem não era fã do Senna? Quando eu conheci a Viviane Senna, eu fiquei tão emocionada, que a emocionei também. Ele foi meu ídolo maior e tenho certeza que ele ficará feliz com a nossa homenagem.

MARQUÊS: Um recado para a comunidade da Unidos da Tijuca?

RUTE: Não duvidem da felicidade que eu e Julio estamos sentindo em fazer parte dessa família. Como já falei, não é nenhum tipo de medo, que se faz trabalhar, batalhar e lutar por algo, é a vontade de não decepcionar quem gostamos. Nem o Seu Fernando (Horta, presidente da escola), e nem vocês, merecem menos que o máximo que eu e Julinho podemos dar, e é por isso, que não estamos medindo esforços para que juntos comemoremos na  Quarta-feira de cinzas. Obrigado a nação tijucana! O dia chegou!!!

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Felipe Araujo

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