MARQUÊS DA FOLIA CONVERSA COM DUDU NOBRE, INTÉRPRETE E COMPOSITOR DA MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL


Salve, salve!

O entrevistado de hoje do “Papo com o Marquês” é o intérprete e compositor do samba deste ano da Mocidade, Dudu Nobre.

O sambista deu um show de simpatia e conversou com o Marquês na madrugada da última sexta, após mais um dos muitos shows que faz ao longo de todo o ano.

Conheça um pouco mais da carreira e da vida de Dudu Nobre:

MARQUÊS DA FOLIA: Muitas pessoas podem não conhecer a sua história com o Carnaval. Como começou a sua ligação com ele? 

DUDU NOBRE: Comecei com 10 anos, na antiga Alegria da Passarela, que depois virou Aprendizes do Salgueiro. Tive a felicidade de ganhar 7 sambas em 5 escolas mirins diferentes (Alegria da Passarela, Aprendizes do Salgueiro, Império do Futuro, Herdeiros da Vila e Estrelinha da Mocidade). Aí com 16 anos comecei a tocar na banda do Almir Guineto, depois do Dicró, do meu padrinho Zeca Pagodinho, e com 18 anos eu dei uma afastada do Carnaval pra me dedicar a minha carreira, mas mesmo assim ainda desfilei alguns anos tocando cavaquinho no carro de som do Império Serrano, da Caprichosos de Pilares e da Viradouro. Com 25 anos lancei meu primeiro CD. E aí tive a felicidade de ter sido convidado pela Globo pra ser comentarista do Grupo Especial, lugar que ocupei por 10 anos. E hoje to aqui na Mocidade.

MARQUÊS: Como aconteceu esta volta a Mocidade?

DUDU: Eu sempre falava pra Lucinha (Nobre, irmã do Dudu e Porta-bandeira da Mocidade) que era hora de voltar para a Mocidade. Todo ano tentava convencer ela a voltar, até que o 11º lugar do ano passado fez a gente voltar, não dava mais para esperar. E aqui estamos hoje.

dudu reprocução facebookMARQUÊS: Como surgiu o convite pra você se tornar interprete?

DUDU: Na semifinal surgiu o primeiro contato. Como aconteceu de eu defender o samba em algumas etapas das eliminatórias, o Paulo Vianna (antigo presidente da Mocidade) me convidou pra ser o intérprete da escola, mas eu pedi pra esperar acabar o concurso e depois a gente pensava nisso. Aí depois da final veio o convite, eu relutei um pouco, tenho meus compromissos e não queria atrapalhar a escola. Falei que só toparia se a Mocidade tivesse um intérprete oficial. Foi quando a diretoria trouxe o Bruno Ribas. Ele é o intérprete oficial, eu só faço uma participação especial. O que eu faço realmente na Mocidade é coordenar a parte musical da escola, junto com o Andrezinho.

MARQUÊS: Pretende seguir nessa carreira de compositor e intérprete?

DUDU: Isso é algo que vou ver com minha família. É desgastante, tanto psicologicamente, como emocionalmente. Depois do Carnaval eu vou sentar com minha mãe, minha irmã, minha esposa e resolver isso.

MARQUÊS: Tem alguém que te inspire no meio do Carnaval?

DUDU: Ah o Neguinho da Beija-Flor, que além de um mestre no que faz, é um amigo, um parceiro.

MARQUÊS: Tem alguma superstição no dia do desfile?

DUDU: Nada, nada. Vou agir naturalmente. Fico bem tranquilo. To nessa caminhada desde os 10 anos né? Já faz parte de mim. (Risos)

MARQUÊS: Guarda algum momento inesquecível no Carnaval?

DUDU: Minha primeira lembrança é o desfile da Mocidade em 1976. Eu tinha 3 ou 4 anos e vi tudo pela TV e é a primeira lembrança que tenho do Carnaval. Também me marcou muito a construção do Sambódromo. E os 10 anos comentando Carnaval na Globo. Vi muita coisa ali de perto e o que mais me marcou nesse período foi poder acompanhar de perto o surgimento do Paulo Barros. Aquele carro do DNA em 2004, foi coisa linda de se ver.

MARQUÊS: Tem algum sonho que quer realizar dentro do carnaval?

DUDU: Gosto de deixar as coisas acontecerem, mas é lógico que a gente sonha em ver a nossa escola sendo campeã com um samba nosso.

dudu diego mendes

MARQUÊS: Além de interprete, você é um compositor vitorioso. Participou de quantas disputas?

DUDU: Esse ano eu participei de cinco disputas. Venci na Viradouro e na Mocidade. Perdi no Império Serrano. E vim como intérprete no samba dos meus parceiros na Império da Tijuca e no Salgueiro.

MARQUÊS: Qual a sua expectativa para o Carnaval 2014?

DUDU: São as melhores possíveis. Até algumas semanas atrás eu estava tenso. Não sabia se faríamos um grande Carnaval. Mas de lá pra cá, o Barracão andou, as fantasias estão lindas, as alegorias já nos retoques finais. Tudo indica que quarta-feira estaremos conseguindo entregar o barracão da escola todo prontinho. Vamos vir pra brigar! Se até o Carnaval passado, o torcedor da Mocidade tinha medo de ser rebaixado, esse ano vai festejar a volta no Sábado das Campeãs!

MARQUÊS: O espaço é seu, mande um recado pra comunidade da Mocidade:

DUDU: Estamos trabalhando muito para a construção de uma nova Mocidade. O trabalho é muito sério. Está todo mundo afim de mostrar serviço. Agora é a hora de cada um fazer o o seu e a coisa vai andar. Essa reta final tá sendo muito intensa, mas tá sendo muito bacana. É muito legal a gente ver a coisa acontecer. Vamos juntos! Está na hora de virar esse jogo!

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Felipe Araujo

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