COLUNA DO NEY JÚNIOR (Nº 02)


de olho no samba

Ferro, madeira e mãos a obra!

 

Galera do samba, tudo bem? Muito bom voltar aqui e escrever ney colunamais um pouco sobre a nossa maior paixão, o samba! E como o samba não poderia morrer, segundo a bela música, criaram a nossa segunda paixão, as escolas de samba. O tempo se passa, os desfiles evoluem em cor e estrutura. Surgem adereços e suportes de ferro para os novos desfilantes. Em carrocerias de caminhões antigos, constroem-se o mais novo arrojado projeto carnavalesco, o carro alegórico. Mas quem diria que um dia as formas poderiam romper limites de tamanho e espaço? Isso a nossa filosofia não explicaria. De muito tempo essas estruturas são moldadas de acordo com os principais fatos de um enredo. O carnavalesco tem por objetivo pontuar um enredo em fases, dentre essas fases, montar setores e dividí-los de acordo com a sua importância.

Tudo muito natural até o surgimento de dois mitos da festa, João Trinta e Maria Augusta. Fazendo uma pequena análise e revendo alguns vídeos, temos a clara noção da evolução alegórica das estruturas. Maria criou e aumentou as alegorias, João pintou e deu vida a elas. Isso não se faz difícil perceber quando definimos as “eras”. A “Era João” nos fez sonhar com o abstrato. João não mostrava o futebol apenas com gramado e bolas, ele nos mostrava como o homem sonhou e criou o esporte, como a humanidade sonha e vive dessa alegria. As alegorias dele eram vivas pelos conceitos empregados ali. Eram vivas pelas formas e maneiras de se pontuar um fato, isso fez dele o maior gênio do carnaval até os dias atuais.

Hoje em dia um elemento alegórico se tornou muito mais que uma estrutura física, hoje ela nos passa arrepios e felicidade. Mas as mudanças não param por aí. Quando Paulo Barros nos brinda com a alegoria viva do “DNA” o mundo do samba se rende a esse novo conceito. Todas, digo todas as agremiações de uma forma ou de outra se utiliza dessa nova forma de apresentação. O carnaval evolui a cada ano. Os carros alegóricos que até pouco tempo eram empurrados, hoje são todos motorizados. Os geradores únicos hoje dão espaço a verdadeiras estruturas energéticas. As cores mudam e as fumaças, os “led’s” e os telões ganham força mais e mais. Agora uma pergunta: Qual será o limite? Acho sinceramente que não tem… Graças a Deus e aos gênios do
carnaval.

Até mais!

Ney Junior

(Ney Júnior é Carnavalesco da Arame de Ricardo)

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