CONFIRA A SINOPSE DA ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ PARA O CARNAVAL 2016


Salve, salve!Santa Cruz

A Acadêmicos de Santa Cruz divulgou sua sinopse do seu enredo “Diz mata! Digo verde. A natureza veste a incerteza. E o amanhã?” na noite desta quarta-feira, dia 17 de junho.

A Verde e Branco será a quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, dia 05 de fevereiro, pela Série A.

Confira a sinopse da Acadêmicos de Santa Cruz:

GRES ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ
PRESIDENTE: MOYSES ANTONIO COUTINHO FILHO – ZEZO
Comissão de Carnaval: Lucas Pinto, Lane Santana e Munir Nicolau
Autor do Enredo: Claudio Russo
Apoio de Pesquisa: Luciane Conrado

DIZ MATA! DIGO VERDE. A NATUREZA
VESTE A INCERTEZA, E O AMANHÃ?
( O clamor da Floresta)

NO PRINCÍPIO ERA O VERDE

No princípio e deveria ser por todo o sempre, um mosaico de tonalidade do verde original, matizes e mais matizes desta infinita matriz.

No princípio antes de ser Brasil, este chão criado por Nhandevuruçu foi quintal de curumins.

Esta terra nasceu vestida de esmeralda, samambaia, florestas, musgo, lima, limão…

Era brilhante, parecia um mar, pinho e selva, essencialmente esverdeado.

Nessas matas floresceu a vida, em cada manancial uma tribo sob proteção de Jaci, Guaraci e Tupã, vindo de Iapada- o Olimpo das nações tupi, brotou no solo dos corações. Se fez Senhor! E Caupe encheu de beleza as mulheres da terra.

Oh, Deus do trovão! Quantas bocas de mato, quantas copas rasgando o céu, quanta beleza na imensidão…

Tantos eram os bosques! Tantas várzeas e capões deste mundão sem fim, onde corria curumim…

A floresta que amamentou o índio, certo dia, abraçou o povo negro e seduziu o branco estendendo a sua liberdade como refúgio e proteção. Nos confins desse gigante, na grandeza destes sertões, surgiram quilombos, encontraram-se nações, diferentes culturas e o mesmo respeito à vida, a mesma luta contra a invasão da cobiça e da devastação.

Nos caminhos desenfiados da selva, Tupã encontrou outros deuses e os cultos indígenas adormeceram entre o sagrado, o profano e o sincrético.

Mas o progresso é voraz e o cinza da fumaça corta o ar. Abaçaí habita a alma barbárie do devastador – é a visão do apocalipse tupi.

O dia certo, para começar a plantar o amanhã, é hoje. Dizer não à devastação e repintar de verde o manto que escureceu feito carvão – uma necessidade.

Flores em vida! Flores à vida.

Oh, Tupã! Não adormeças! Não deixe este verde chegar ao fim! O teu reino místico há de brotar da Sumaúma em meio a floresta e há de se levantar e replantar novas cores.

Deuses, seres da mata, atendam ao chamar da floresta. É chegada a hora.

Tupã! Levanta as folhas e, dos deuses, a cura.

Anhangá! protege tua fauna das emboscadas.

Vem de longe Caipora, vai cruzando a capoeira!

Curupira vai ou vem?

Curumim, traz o mirim? Para o tempo do bem.

O amanhã começa agora!

Queremos ver de perto a mudança!

Vida verde para as crianças.

Mãe Terra! apresenta a nós a verdadeira verde esperança.

E se alguém me perguntar pela mata nativa, pelo resto da vida no chão…

Eu posso dizer:

Diz Mata? Digo verde

A natureza vestida de incerteza, sob o clamor da floresta, te questiona:

E o amanhã?

Autor: Cláudio Russo

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