CONFIRA A SINOPSE DA ACADÊMICOS DO SOSSEGO!


Salve, salve!sossego

A Acadêmicos do Sossego apresentou a sinopse do enredo “O Circo do Menino Passarinho”, que será desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Na ocasião, os carnavalescos fizeram uma explanação do tema aos compositores, que deverão entregar seus sambas no dia 15 de agosto.

Com a sinopse às mãos, os compositores poderão tirar as dúvidas nos dias 11 e 25 de julho, das 15 às 16 horas, conforme ordem de chegada, na quadra de ensaios, no Mercado Popular, no Largo da Batalha, Niterói.

A entrega e apresentação das obras acontecerão no dia 15 de agosto, A entrega e inscrição deverão ser feitas das 16h às 17h30, devendo cada parceria apresentar 10 cópias da letra do samba e 2 CD’s, além de efetuar o pagamento de R$20,00, por compositor. A apresentação das obras acontecerá no mesmo dia a partir das 19 horas, na quadra de ensaios. Os compositores podem solicitar o regulamento das eliminatórias com um dos diretores da agremiação.

A azul e branca de Niterói será a décima escola a desfilar pela Série B no Carnaval 2016, na Estrada Intendente Magalhães.

Confira a sinopse da Acadêmicos do Sossego:

O Circo do Menino Passarinho

Canta, passarinho, canta!
Canta sem parar!
Canta Juriti, canta Bem-te-vi
Canta Curió e Sabiá!

Refrão do samba de enredo do Acadêmicos do Sossego de 1984,
“Natureza: o show não pode parar” (adaptado)

Sinopse do Enredo (em linguagem de primavera, na cor azul)

Ai, sossego de terras pisadas por mim…
E os silêncios caídos como folhas
Nos limites de uma tarde aberta…

Nem posso mais dar saltos-mortais nos ventos.
Agora
Eu passo as minhas horas a brincar com palavras.
Brinco de carnaval.

Como não furar lona de circo para ver os palhaços?
Aprendera no circo, há idos, que a palavra tem
que chegar ao grau de brinquedo
Para ser séria de rir.

Manoel de Barros

Deu corda nas engrenagens da mente, mambembe. Há sempre um caracol na cuca, girando em invenção perpétua. Se a “palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria”, é preciso, pois, brincar!

A revoada gorjeou em festa: chegou a caravana pantaneira, a trupe dos andarilhos, a manhã-passarinho, na raiz do mato!

Ali, na terra onde os quintais são maiores que o mundo, o circo armou sua lona. Memória inventada? Magia de pequeno! O Menino do Mato, Menino Passarinho, no infinito das estripulias, mal acreditou no que os seus olhos viram. Pingava o sol no florescer das águas.

Entre árvores e cascatas, teve início o turbilhão de graça. Tinha um quê de triste o Cachorro Vira-Lata, palhaço por opção. A turma não perdia o tom e a soprano explodiu cantando – estourou dentro dos sons (e a voz, ela era azul, como azul era o perfume que exalava, como azul era o mistério do menino – que era de bugre e de brejo, rupestre, aprendiz dos Marandovás e da nobreza do chão do mato). Arranha na corda-bamba, saltos e cambalhotas: podia, tal sinfonia? E assim se esculpia o orvalho.

Famílias sem dor nas costas equilibravam universos: os galhos pararam para ver a maravilha. Camaleão, ilusionista velho, pintou-se em um arco-íris. Mil cores se contorciam e a tarde caía branda, lenta, escorada nos arvoredos. O mundo se recriava.

As luzes tremelicaram quando o show se tornou bizarro: então trapezistas voaram, o Tatu se mostrou Canastra, o menino petrificado – era imenso o Jacaré feroz, no picadeiro da vida e da morte. Encarou-o e viu estrelas. Dançou com a Onça-Pintada.

Bailarina, branca de espuma e nuvem, a Garça brilhou sozinha. “As garças quando alçam se entardecem”, murmurou baixinho, assim, quase nada – porque é no nada, no pouco, no cisco, no mínimo, é aí, nas coisas pequeninas, sementes e formigas, que dorme a poesia. Fez girar o seu globo da sorte.

“Quando eu crescer eu vou ficar criança”.
“O meu amanhecer vai ser de noite.”
“Eu queria crescer pra passarinho…”

Se era lona ou se era o céu, rasgou como quem rasga o sono. Socós e Borboletas o levaram para longe; agarrou-se na crina do vento, beijou a face da Lua.

Virou, grandemente, poeta.
Sonhou em azul-sossego.
Brincou de fazer carnaval.

Em homenagem ao centenário de Manoel de Barros,
o pantaneiro fazedor de amanhecer

Dedicado ao menino Gustavinho,
que pegou carona na lira e voou…;
que sonhou em ver, novamente, o “show da natureza” no Sossego

Gabriel Haddad e Leonardo Bora  – Carnavalescos

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