DANDO VOZ AO CLAMOR DO POVO DA FLORESTA, IMPERATRIZ ENTREGOU SINOPSE AOS COMPOSITORES


Salve, salve!imperatriz leopoldinense

Após realizar uma grande festa no Museu do Índio para lançar o seu enredo para o Carnaval 2017 na última semana, a Imperatriz Leopoldinense entregou nesta segunda-feira, dia 13 de junho, a sinopse de “Xingu – O Clamor Que Vem Da Floresta”.

Com a quadra cheia de compositores e representantes dos segmentos da agremiação, o carnavalesco Cahê Rodrigues fez a leitura da sinopse e falou sobre o enredo aos presentes. Em conversa com o MARQUÊS, Cahê comentou a importância social e cultural de abordar um enredo como esse na avenida:

“É um momento muito importante pra gente tocar num tema como esse. Não só pelo que a gente tem vivido no Brasil, mas também no mundo. A única coisa que o índio quer é viver no seu canto, com o rio dele, com a mata dele, e o “homem branco” só quer destruir. O “homem branco” tem muito o que aprender com o índio. Orlando Villas-Bôas fala que “o Parque do Xingu é constantemente preservado, mas diariamente ameaçado”. Então, qualquer forma de você levantar uma bandeira, dar um grito, fazer com que a voz desses índios sejam ouvidas, é válido. E a escola de samba tem esse poder e esse dever. O desfile é transmitido para o mundo. Então é uma responsabilidade social da escola levar ao mundo essa mensagem.” – disse o carnavalesco.

Confira a Sinopse da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2017
FOTOS – Imagens da entrega da sinopse da Imperatriz
VÍDEO – Cahê Rodrigues faz a leitura da sinopse da Imperatriz

A história do Parque Indígena do Xingu promete emocionar e chamar atenção na avenida em 2017, é o que garante o carnavalesco da Imperatriz:

“Pegar esses temas sérios que envolvem a história dos índios do Xingu e transformar em um espetáculo de escola de é que será o desafio. Porque tem muita tristeza nisso tudo. Tem muita morte, muita dor. E carnaval não é isso. Vamos fazer um belo desfile, mas vamos tocar nessas feridas. Então eu acho que o diferencial desse enredo da Imperatriz é essa mensagem nua e crua da verdade. Vamos levar todos os problemas dos índios do  Xingu com muita sensibilidade para a avenida.” – completou Cahê.

Desde que chegou a escola, em 2013, Cahê Rodrigues ajudou a Imperatriz a participar de todos os desfiles das campeãs. No primeiro ano conquistou um 4º lugar com um enredo sobre o Pará. Em 2014, 5º lugar em homenagem ao ex-jogador Zico. Em 2015 e 2016 a Verde e Branco ficou na 6ª colocação, falando de Mandela e Zezé di Camargo e Luciano, respectivamente. Em 2017, Cahê espera que a mística dos povos xinguanos ajude a escola a voltar a desfilar mais uma vez no sábado das campeãs.

 

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