IMPÉRIO SERRANO E UPM SE DESTACAM E ROCINHA SURPEENDE NA SEGUNDA NOITE DE DESFILES DA SÉRIE A


Salve, salve!imperio-serrano

A segunda noite de desfiles da Série A, na Sapucaí, reservou momentos de grande emoção para os presentes na avenida. Um desfile surpreendente da Rocinha, a pinta de campeã do Império Serrano, a irreverência da Porto da Pedra. Tudo isso foi destaque na noite que foi marcada por uma das cenas mais tristes da história do Carnaval carioca, quando a porta-bandeira Jessica Ferreira, da Unidos de Padre Miguel, torceu o joelho em frente ao módulo duplo de julgadores. Coisas do Carnaval. O resumo da noite você confere abaixo:

Acadêmicos da Rocinha

Abrindo a noite de desfiles de sábado, a Acadêmicos da Rocinha foi a grande surpresa do grupo, realizando um desfile emocionante sobre o carnavalesco Viriato Ferreira, falecido em 1992.

A escola de São Conrado deu a volta por cima após o desfile ruim de 2016 e fez a Sapucaí apreciar um grande espetáculo.

O conjunto alegórico chamou atenção pelo perfeito acabamento. O carnavalesco João Vitor Araújo sintetizou a carreira de Viriato em carros grandes e de forte impacto visual. O capricho nas fantasias foi algo além do esperado. Figurinos com perfeita execução abrilhantaram a passagem da agremiação da Zona Sul.

“Quero ver segurar, Rocinha”. O samba contagiou o público, mas deixou a desejar no canto dos componentes. A evolução só não foi regular devido a um problema para desacoplar o carro abre alas na dispersão, causando atraso e um pouco de correia no final do desfile.

Acadêmicos do Cubango

A Acadêmicos do Cubango teve alguns problemas e passou com altos e baixos pela Marques de Sapucaí.

Estreando na Verde e Branco de Niterói, Hélio Beijani causou um dos melhores momentos da escola na Comissão de Frente. Integrantes que vestiam roupa de gala, se transformavam em dançarinos de dança de salão. E para coroar a apresentação, um drone em forma de Águia (referência à Portela) saia de um grande pandeiro.

Diego Falcão e Jackeline Gomes cumpriram o dever de casa. Com uma passagem correta, a dupla pode obter boas notas. Destaque para o luxo da roupa do casal que representava a ancestralidade africana.

Foi em alegorias que a escolas mais pecou. Com falta de acabamento e simplicidade de materiais, a Acadêmicos do Cubango levou para a Sapucaí um conjunto bastante irregular. O que também refletiu em algumas fantasias. Não houve uma harmonia nos figurinos e algumas peças chegaram a descolar em pleno curso.

Um dos destaques do desfile foi o grande samba para homenagear o saudoso João Nogueira. O canto da escola foi satisfatório, mas não chegou a ser forte.

A grande ausência da noite foi a de Diogo Nogueira. O filho do cantor não compareceu ao desfile da escola de Niterói.

Inocentes de Belford Roxo

Espalhando “Maldade” na Avenida, a Inocentes de Belford Roxo contou a história dos grandes vilões na Sapucaí.

A comissão de frente poderia ter causado um momento divertido se não fosse a falta de acabamento nas fantasias dos integrantes que estavam vestidos de “Minions”. O grupo era auxiliado por um elemento cenográfico, onde o personagem Magneto de x-Men era levado às alturas.

Treino é treino , e jogo de jogo. Que o diga o primeiro casal Peixinho Peixinho e Jaçanã Ribeiro. A dupla foi destaque com uma dança performática e sincronizada. Vestida de “Malévola” e o Mestre sala de “Corvo”, o casal demostrou muita segurança em sua passagem.

Apesar de alegorias gigantescas, a escola pecou gravemente em acabamento em todos os carros. A escola levou para a avenida fantasias de fácil leitura, mas as roupas tinham problemas de execução e muitos integrantes passaram com figurino incompleto.

A comunidade foi uma das que mais brincou Carnaval na avenida. O samba, de fácil entendimento,  permitia o folião evoluir com muito entusiasmo e alegria. O canto foi bom e se manteve até o fim do desfile.

Império Serrano

Glorioso e Grandioso, o Reizinho de Madureira encantou a Sapucaí na noite deste sábado e se candidatou ao título da Série A.

Um colírio para os olhos, assim foi a bela passagem do Império Serrano na avenida. Quarta escola escola pisar na avenida, a Verde e Branco de Madureira fez um desfile emocionante.

A Comissão de Frente do coreógrafo Júnior Scapin foi de encher os olhos. Integrantes retiravam suas capas e se transformavam em animais da nossa fauna. Alguns pequenos erros de execução foram percebidos, principalmente na parte em que uma espécie de bastão era colocada no tripé. Alguns integrantes tiveram dificuldades, mas nada que tirasse o brilho da grande abertura.

Feliciano Júnior e Raphaela Caboclo se apresentaram elegantemente. Um dança mais clássica, com menos coreografia e com muita cumplicidade. A roupa do casal foi extremamente superior em relação aos anos anteriores.

Com carros alegóricos monumentais e com um primoroso acabamento, a escola deixou o público de boca aberta. Destaque para o Abre-Alas que era metade El dourado e metade rústico. A Verde e Branco apresentou fantasias de muito bom gosto e qualidade em execução. O efeito foi o casamento perfeito com as alegorias.

A comunidade da Serrinha cantou forte o samba defendido por Marquinhos Art’Samba, considerado um dos melhores da safra, mas a escola se perdeu em evolução. Alguns buracos foram abertos ao longo da pista e um ritmo muito acelerado foi adotado, o que pode custar décimos pra escola.

Podemos destacar ainda o belo trabalho de Mestre Gilmar à frente da Sinfônica do Samba. Uma das melhores baterias do Carnaval carioca.

Unidos de Padre Miguel

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Um desfile apoteótico como nunca visto antes na história dos Grupos de Acesso do Rio de Janeiro. A Unidos de Padre Miguel saiu ovacionada pelo público aos gritos de “É campeã!”.

Uma Comissão de Frente forte em expressões e caracterização. Integrantes interagiam com um elemento cenográfico causando um belo efeito nas apresentações.

Ficou a cargo a Vermelho e Branco da Vila Vintém uma das cenas mais tristes do Carnaval. A primeira porta-bandeira, Jessica Ferreira, torceu o joelho durante a apresentação no módulo duplo de julgamento. Jéssica foi retirada de maca pelos socorristas e o Mestre-Sala bravamente terminou apresentação sozinho. Em seguida, a segunda porta-bandeira Cassia Maria, substituiu Jéssica no restante do desfile. A primeira porta-bandeira foi atendida no Souza Aguiar e já teve alta.

Por conta desse grave problema, a escola ficou muito tempo parada na pista e deverá ser penalizada em evolução, o que pode ser crucial na busca pelo título.

A agremiação levou a passarela do samba o maior e melhor conjunto alegórico do grupo. Carros gigantescos e com muitos movimentos encantaram a Sapucaí. O quesito fantasia também foi um grande destaque, com riqueza de detalhes, volume e bom acabamento. A Unidos de Padre Miguel conseguiu dar um belo efeito e tomar a avenida com um colorido impecável.

O samba-enredo, um dos melhores da safra, foi bem defendido pelo intérprete Pixulé e foi bravamente cantado pela comunidade da Vila Vintém, um dos melhores cantos da série A.

Renascer de Jacarepaguá

Embalado pelo bom samba, a Renascer de Jacarepaguá levou à Sapucaí uma homenagem à Carolina Maria de Jesus e João Cândido.

Coreografada por Tony Tara, a comissão retratava o encontro entre os protagonistas do enredo. O grupo interagia com um tripé que continha um barco de papel.

Se a escola apresentou um conjunto de alegorias e fantasia com muita simplicidade, não economizaram na roupa do primeiro casal, Patricinha e Marlon Flores. A dupla fez uma passagem apenas regular. Apesar de uma boa coreografia, o casal teve problemas na execução.

A evolução também foi um problema pra escola do Largo do Tanque. O ritmo foi constante durante todo o desfile, porém buracos foram abertos ao longo do desfile. Em relação a Harmonia, a impressão é a de que os componentes poderiam ter se doado mais no canto devido a beleza do samba.

Unidos do Porto da Pedra

Fechando o Carnaval da Série A , a Unidos do Porto da Pedra mostrou um Carnaval irreverente e de fácil leitura para o público.

A Comissão de Frente mostrava o triângulo amoroso entre Pierrot, Arlequim e Colombina. Com uma coreografia clara e dinâmica, o grupo teve auxílio de um pequeno tripé, de onde um grande coração surgia, seguido do símbolo da escola, o “Tigre”, que aparecia em uma tela de LED.

Uma das grandes cartas na manga da Vermelho e Branco de São Gonçalo era o primeiro casal ,o jovem Marlon Lamar e a veteraníssima Lucinha Nobre. A dupla representava a Marchinha “O Abre-Alas”, estavam fantasiados de Rosa de Ouro. Um show e bailado e elegância foi apresentado, sendo um dos melhores casais do grupo.

Alegorias grandiosas foram vistas, mas a escola pecou em não dar total acabamento as obras. Em contra partida, as fantasias eram agradáveis e de total fácil leitura, com execução que beirava a perfeição.

A comunidade gonçalense pisou com vontade e cantou bravamente a plenos pulmões o samba. O hino, de fácil entendimento, foi um dos grandes carros chefes no desfile do Tigre.

A evolução entre os setores 6 e 8 foi confusa, as alegorias não conseguiram acompanhar o ritmo da escola causando alguns buracos a pista.

Por Jorge Azevedo
Colaboraram Thais Petry, Jessica Pagani, Pedro de Oliveira e Felipe Araujo

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