COMO SE JUSTIFICA O INJUSTIFICÁVEL?: POR INTERPRETAÇÃO ERRADA, MOCIDADE PERDE DÉCIMO PRECIOSO QUE A FARIA CAMPEÃ


Salve, salve!

As justificativas das notas do Grupo Especial do Rio foram divulgadas nesta segunda, dia 20. Mal saíram do forno e uma polêmica surgiu na explicação da nota de Enredo, onde o jurado Valmir Aleixo, posicionado no segundo módulo de julgamento, deu uma nota 9,9 para a escola  e o justificou da seguinte maneira:

“Enredo fantástico de grande densidade cultural sustentado pela circularidade narrativa dos Halakis. Porém não apresentou o destaque de chão O esplendor dos 7 mares que executa função narrativa dentro do enredo, comprometendo assim sua leitura.”

Acontece que o destaque em questão não estava previsto na versão final do livro Abre-Alas enviado pela Mocidade para a Liesa. O destaque existia sim na versão preliminar do livro, onde a fantasia seria de Camila Silva, que era musa até ser nomeada Rainha de Bateria no lugar da angolana Carmem Mouro, que abriu mão do cargo semanas antes do Carnaval. Com a mudança, Camila foi para a frente da bateria e o espaço onde haveria a musa ficou vago.

A situação se grava porque a Mocidade foi a vice-campeã do carnaval, justamente um décimo atrás da Portela. Caso tivesse tirado a nota máxima em Enredo, a escola da Zona Oeste teria empatado com a Águia de Madureira e terminaria à frente, já que o desempate seria em Comissão de Frente, onde a Portela foi descontada e a Mocidade não.

Rodrigo Pacheco, vice-presidente da Mocidade, se manifestou por meio de seu perfil no Facebook.

“Como é que se faz quando se descobre que o Carnaval nos foi tirado por conta de um “equívoco” de um determinado jurado? Nível máximo de irritação” – escreveu Rodrigo.

A LIESA emitiu nota oficial sobre o caso.

No início da noite, a Verde e Branco de Padre Miguel divulgou uma nota oficial lamentando a situação:

A Mocidade Independente de Padre Miguel vem a público externar todo o seu descontentamento com a justificativa da nota atribuída pelo julgador de enredo Valmir Aleixo Ferreira. Antes de tudo, gostaríamos de exaltar o belíssimo desfile feito pela Portela e o merecido título conquistado.

O que questionamos nesta nota é o despreparo apresentado pelo julgador em questão para cumprir tão importante função. É inadmissível que o sonho de uma comunidade seja jogado fora por um erro tão crasso. Criar algo que em nenhum momento esteve no livro ‘’Abre-Alas’’ e em cima disso nos penalizar, soa estranho e sem explicação.

A Mocidade se posiciona em busca de mais preparação técnica e responsabilidade para todos os julgadores. Cobraremos isso! Meses de investimento, trabalho pesado, e a dedicação de milhares de componentes não podem ser prejudicados desta maneira.

À nossa valorosa comunidade: nunca deixem de acreditar neste sonho! O desfile que fizemos só foi possível com a participação determinante de vocês. Em 2018 vamos voltar na Avenida e buscar o título que nos foi tirado de forma tão lamentável.

 

 

por Felipe Araujo

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