DUAS IMPERATRIZES EM TOM MAIOR: CEBOLA CONTA DETALHES DO ENREDO DA VERMELHO E AMARELO!


Salve, salve!

A Tom Maior foi a primeira escola do Grupo Especial de São Paulo a bater o martelo referente ao seu enredo para o Carnaval 2018. E a escola vai levar para o Anhembi uma homenagem para uma co-irmã que fica do outro lado da Dutra. Trata-se da Imperatriz Leopoldinense, que será lembrada no tema “O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o Novo Mundo, Carolina Josefa Leopoldina; De Ramos, Imperatriz Leopoldinense”.

O MARQUÊS foi atrás do carnavalesco Cláudio Cebola para descobrir um pouco mais sobre esse enredo da Tom Maior. Apesar de ter construído sua carreira como carnavalesco em São Paulo, ele é cria do Rio de Janeiro, amante dos desfiles daqui e conta como surgiu a ideia de homenagear a Verde e Branco de Ramos.

“Todos sabem que sou cria de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Comecei lá muito novo, na década de 1980, ao lado de grandes carnavalescos como Fernando Pinto e Renato Lage. E vivendo o carnaval do Rio de perto, sempre fui um admirador dos carnavais de todas as escolas, entre elas a Imperatriz, que viveu nesse período um grande momento. Então eu sempre quis fazer essa homenagem pra escola.” – disse o carnavalesco.

 

O enredo da Tom Maior vai unir duas Imperatrizes, a Leopoldina, esposa do Imperador D. Pedro I, e a Leopoldinense, escola de samba do Rio, que teve seu nome inspirado na Estrada de Ferro Leopoldina, que cortava o bairro de Ramos e que foi batizada em homenagem à Imperatriz Dona Leopoldina. Era desejo de Cebola fazer um tema histórico e a oportunidade chegou com esse tema. Ele contou ao MARQUÊS como pretende contar a história de ambas na avenida.

“Esse enredo começa nas cartas da Imperatriz Leopoldina. Ela sempre se comunicou através de muitas cartas e uma delas foi a que me inspirou pra fazer essa homenagem. É uma carta que ela escreve quando foi designada a ser esposa do Príncipe Regente D. Pedro I, no Brasil, e antes de se despedir de Viena, na Áustria, ela deixa uma carta retratando como ela gostaria de chegar no Brasil, que ela imaginava como um grande “El Dorado”, por causa do seu ouro e de sua fauna e flora exuberantes. A Imperatriz Carolina Josefa Leopoldina, sempre esteve à frente do seu tempo, foi considerada a grande mãe do Brasil. Foi uma mulher de fibra, muito amada pela corte e pelo povo, sendo uma das grandes mentes atrás do processo de Independência do nosso país. É com essa grande mulher que abriremos o nosso carnaval em 2018. Ela sai da Áustria como Arquiduquesa e chega aqui para se tornar a Imperatriz do Brasil. O tempo passa, surge a Estrada de Ferro que leva o nome de Leopoldina e que cortava a região de Ramos, Bonsucesso, a chamada “Zona da Leopoldina”. Inspirada no nome dessa Linha Férrea, surge a Imperatriz Leopoldinense e é em um desses vagões do trem que vamos fazer esse encontro entre as duas Imperatrizes. E aí vamos exaltar a Imperatriz Leopoldinense, lembrando seus grandes carnavais, principalmente da década de 1980 e 1990, além dos eternos personagens da região, como Pixinguinha, Villa-Lobos, Dicró, Maria Helena e Chiquinho, Elymar Santos, Dricró, Preto Jóia, entre outros tantos personagens. Fechando assim o nosso Carnaval 2018.” – detalhou o artista.

O carnavalesco da Tom Maior, Cláudio Cebola. | Foto: Arquivo Pessoal

Cebola conta que a recepção da proposta do enredo foi excelente de ambas as parte, em São Paulo e no Rio. Para ele, a junção desses dois universos vai render um bom carnaval para a Tom Maior no Anhembi.

“A recepção foi maravilhosa. Fui recebido no Rio pelo Wagner Araujo, diretor de carnaval da Imperatriz, e ele passou a ideia pro Luizinho Drumond, que imediatamente autorizou. É uma bela parceria entre essas duas grandes co-irmãs, Tom Maior e Imperatriz. E eu fico muito feliz pelas duas terem acreditado e apoiado esse enredo autoral para o Carnaval 2018. Sou muito grato ao Carnaval de São Paulo. Toda minha trajetória artística como carnavalesco foi aqui, mas eu não posso esquecer a minha origem que foi no Rio. Entrei na Mocidade aos 16 anos de idade e vivi a década de 1980 do carnaval carioca de perto. São Paulo cresceu muito e vai ser muito bom ter esse gostinho do Rio aqui.” – contou Cebola.

A Tom Maior passou onze carnavais seguidos entre as principais escolas de São Paulo, de 2005 até 2015, quando foi rebaixada. Cebola chegou justamente neste período, para o carnaval 2016, ajudando à escola na conquista do vice-campeonato do Acesso e a garantia do retorno ao Grupo Especial, com um enredo em homenagem a Milton Nascimento. Em 2017, a Vermelho e Amarelo teve o desafio de abrir o carnaval e mesmo assim fez um grande desfile em homenagem a cantora Elba Ramalho, que lhe garantiu o 12º lugar e a permanência na elite em 2018. Para o ano que vem, a meta é ousada, segundo Cebola.

“Eu acredito muito naquilo que eu faço. Os últimos anos foram complicados, mas conseguimos voltar e permanecer no Grupo Especial. Agora as coisas ficam um pouco mais fáceis e com bastante honestidade, o objetivo é buscar um lugar entre as cinco primeiras.” – espera o carnavalesco.

por Felipe Araujo

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