ROGÉRIO BELISÁRIO É O NOVO PRESIDENTE DA ACADÊMICOS DO CUBANGO


Salve, salve!

Aos 73 anos, e mais de 40 de escola, Rogério Belisário chega a presidência do Acadêmicos do Cubango, escola de samba da Série A do Carnaval Carioca, sediada em Niterói. Durante a tarde de domingo (07) os cubanguenses estiveram na quadra da agremiação para participarem do pleito de escolha do grupo que irá comandar a verde e branco durante o biênio 2017-2019. Com 1412 votos válidos, a CHAPA 2 – RESGATA CUBANGO se elegeu com 721 votos contra 668 da Chapa 1 – Todos pelo Cubango.

Para presidente do Conselho Deliberativo, o jovem Theo Ferreira foi eleito, filho do fundador da escola, Ney Ferreira, falecido no ano passado. Assim, o Conselho Deliberativo eleito se reunirá nesta segunda-feira (8) com o Conselho Soberano para dar posse ao Rogério Belisário como presidente executivo.

Emocionado com a repercussão da vitória da Chapa 2, e abraçado por diversos baluartes e moradores, Rogério externa sua alegria em constatar a consagração da comunidade na busca de mudanças significativas para a escola:

– Atribui a vitória ao esforço da comunidade, a vitória é da comunidade. Eu e meu vice-presidente fomos os intermediários da vontade do cubanguense. Quem desceu pra votar em nós foi a comunidade, que estava há muito tempo afastada da quadra. Assim que tomar posse oficialmente, irei conversar com os segmentos e profissionais da escola para oficializar seus contratos.

Em breve o Acadêmicos do Cubango anunciará a festa de comemoração pela eleição do novo presidente executivo e a formação da nova diretoria para o próximo biênio, bem como as reformulação administrativas e carnavalescas.

Pelé deixa carta de despedida da escola

“Hoje é dia de arrumar as malas e partir. 20 anos me separam daquele mês de maio de 2000 quando cheguei na Acadêmicos do Cubango. Como sempre falava nunca fui presidente, estava. Me joguei,respirei 24 horas a Cubango ao longo dessas duas décadas. Voei alto e acredito que a comunidade também. Fiz o meu melhor. Claro, não sozinho porque uma andorinha solitária nunca fez verão.  

Me despeço dessa grande escola agradecendo imensamente a todos que me ajudaram, aos componentes, a diretoria, aos profissionais que aqui estiverem, aos parceiros, a imprensa e aos inúmeros amigos que fiz na casa. Carnaval é isso, a união. Muitos me criticaram e ainda me criticam, colocam culpas em minhas costas até as não atribuídas, levantam falsos testemunhos, até mesmo pessoas que ajudei, mas querem saber…não me doem em nada. Acho que me acostumei com o mal das pessoas, a ingratidão.

Eu tenho a consciência tranquila. Fiz o meu melhor, acho que mais acertei do que errei. Talvez o meu maior erro foi ter super protegido os cubanguenses das desilusões com pessoas e profissionais que diziam vestir a camisa de graça. Olhem a Cubango, olhem a grandiosa que está! Muitos não entendem os caminhos que percorri, mas acredito que um dia irão entender, a verdade sempre aparece… o caminho da folia é cheio de buracos, e quando caímos neles, temos que subir jurando aos benfeitores que daquele momento em diante, vamos seguir com a de acordo com o jogo e calados.  

Espero de coração que a nova diretoria coloque a Cubango no patamar que ela merece, a de grupo Especial. E o maior de tudo, que consigam fazer essa escola ser respeitada de fato na cidade natal e no carnaval como um todo. Uma causa que sempre lutei para que se concretizasse. 

Registro aqui o meu carinho e admiração que tenho por essa escola e comunidade. Sei que Deus está no comando e me fez parar na hora certa. Deixo a Cubango com o sentimento de dever cumprido e com a certeza de um bom legado, a que percorre a de uma agremiação que quer ascender ao Especial e pode.  

Desejo a nova gestão presidencial força e discernimento, para sempre estar em combate e nunca deixarem pisar na Acadêmicos do Cubango. Ter sempre a lucidez de virar a mesa e proteger o pavilhão daqueles que a subestimam e a depreciam. 

E quanto a mim, se um dia eu voltar ao carnaval, estarei no mesmo lugar de sempre….correndo atrás, brigando para que todas as escolas de samba tenham um lugar ao sol de modo igualitário, ou mesmo dentro de uma caixa d’água que estourou na hora de uma final de samba enredo ou batendo laje para ampliar uma quadra. Porque, eu sou carnaval, onde eu estiver. 

Voe sempre alto Acadêmicos do Cubango, e passe por onde passar encantando a todos por sua persistência e grandiosidade. Para ser Cubango não se conta até três.  

Obrigado a todos. 
Olivier Luciano Vieira, o Pelé

 

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