TUIUTI FAZ FESTA PARA APRESENTAR OFICIALMENTE O SEU SAMBA 2018 NESTA SEXTA, 07. OUÇA A OBRA!


Salve, salve!

Na última semana, o Paraíso do Tuiuti divulgou o seu samba-enredo para o Carnaval 2018. Na próxima sexta, dia 07, a escola promove uma festa para apresentação oficial da sua obra, a partir das 22h. O evento acontece na quadra da escola e, além de uma roda de samba como atração de abertura, contará com uma grande apresentação dos segmentos da azul e amarela.

A entrada custa R$ 20. A obra foi composta por Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, e dá música ao enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos. A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33.

Confira o videoclipe oficial do samba que a escola de São Cristóvão levará para a avenida no próximo ano:

Presidente: Renato Thor;
Carnavalesco: Jack Vasconcelos;
Enredo: Meu Deus, Meu Deus! Está extinta a escravidão?
Compositores: Cláudio Russo, Moacyr Luz, Jurandir, Zezé e Aníbal.
Intérprete: Nino do Milênio;
Arranjos: Helinho Soares;
Imagens e edição: Rafael Arantes;

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou, preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor…

E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação

 

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