CONFIRA A SINOPSE DA MOCIDADE INDEPENDENTE DE INHAÚMA PARA O CARNAVAL 2018!


Salve, salve!

A Mocidade Independente de Inhaúma divulgou nesta semana a sua sinopse para o Carnaval 2018. A escola, quinta a desfilar no domingo de carnaval, no Grupo D, levará para a Intendente o enredo “Velho Tronco – Baobá, olhar sobre África”.

O enredo trata das transformações e acontecimentos importantes na Africa, através dos tempos. O Baobá, árvore milenar, considerada pelos povos antigos como a primeira árvore, é tido neste enredo como testemunha dessas transformações. Desde a Criação, e ao longo dos tempos,  segundo a mitologia Yorubá, o Baobá tem sua importância como ligação entre o divino e o terreno.

Confira a Sinopse da Mocidade:

 Velho Tronco – Baobá, olhar sobre África

É um dos símbolos fundamentais das culturas ancestrais. Os velhos baobás africanos de troncos enormes suscitam a impressão de serem testemunhas dos tempos da criação dos homens pelos Orixás. Os mitos e o pensamento mágico-religioso Yorubá têm na simbologia do Baobá um de seus temas recorrentes. Na sua cosmogonia, a árvore surge como o princípio da conexão entre o mundo sobrenatural e o mundo material. As árvores estão associadas a Ìgbá ì wà ñû – o tempo quando a existência sobreveio.

Uma das versões do mito relata que foi através do Òpó-orun-oún-àiyé – o pilar que une os mundos, que os deuses primordiais chegaram ao local aonde deveriam proceder o início do processo de criação do espaço material. Este pilar, muitas vezes simbolizado pela árvore ou por seu tronco, é uma figura de origem, um signo do fundamento, do princípio de todas as coisas, elemento de interlocução entre a multiplicidade dos “mundos”. Teria função de interligar as diversas regiões do cosmo, como uma conexão dos espaços infernais, terrestres e celestes.

Os Baobás povoam a África há muito tempo, e são como muitos corações, unidos, fortes e inabaláveis. Mas também são retorcidos como as voltas de uma história. E com raízes profundas e algumas cicatrizes. “– Ergo-me imponente e soberano em terras africanas. Ali, quieto, vejo e ouço, sei de tudo, guardo comigo histórias e testemunhos de tempos imemoriais. À Minha origem dão muitas lendas, sou sagrado e fundamental para algumas culturas tradicionais.

Tenho uma aparência lúgubre, misteriosa, mas também bastante solene e bela, essa que se pode afirmar ser um símbolo da África. No auge do meu esplendor, apresento-me com um aspecto fossilizado, mas além de marcar esta paisagem, tradicionalmente árida, remeto-me para outros significados, sendo talvez o motivo de ser cercado de lendárias tradições.

Do alto dos meus milênios vi de tudo acontecer, minha terra sofreu mudanças, vi migrar os povos, serem criados grandes reinados e também suas quedas e extinções. Vi o primeiro Estado a constituir-se na África, há mais de 5000 anos, os Egípcios, e com ele muitos outros, ao longo do tempo. Nessa longa história dos povos africanos, algumas sociedades se tornaram mais conhecidas como o Império de Punt, Gana, Mali, Zulu e outros, que por sua vez constituíram as mais importantes Civilizações Africanas durante séculos.

Presenciei, antes da era cristã, o continente africano passar por profundas alterações climáticas, vi surgir o deserto do Saara, o maior do mundo. Essas mudanças impulsionaram migrações de povos para o Norte, formando a população mediterrânea, e para o Sul, chamada de África negra.

A Mãe África foi, desde a antiguidade, procurada por povos de longe, que buscavam suas riquezas. A Colonização da Africa é muito antiga, remonta-se de antes da Era Cristã. Vieram os Fenícios, os Gregos, os Romanos, seguidos pelo Império Bizantino, os Árabes e finalmente, os Estados modernos da Europa.

Vi e senti os horrores de guerras, extraíram nossas riquezas, nosso povo sofreu na pele a covardia da escravidão, levados de nós para todas as partes do mundo, muitas vezes usados como mercadoria de troca, por partilhas territoriais, ganância e poder.

Sobrevivi, assim como minha terra, a Rainha-Mãe Africa, soberana, ancestral, berço do mundo. Nosso povo sobreviveu, mesmo que nossa independência não tenha sido pacífica. Nossas feridas, algumas profundas, ainda doem, e nossos temores, como o fantasma da exploração humana, a fome e as doenças, ainda nos rondam, mas apesar disso somos fortes.

Estou e sempre estarei aqui, imóvel, como meu povo em suas raízes e Fé, exemplo dos animais que usam seus instintos nas grandes migrações em busca de água e comida nos períodos de escassez. Fé essa que nos apegamos, no caminho da busca por dias melhores, dias de paz, dias de glórias. Fé e histórias passadas através dos tempos, pelos grandes sábios, Griôs imortais, como eu, grande e inabalável, firme em minhas raízes – Eu sou o Baobá.”

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