LEÃO DE NOVA IGUAÇU

leão

  • Fundação: 15 de novembro de 1968
  • Cores: Vermelho, Branco e Ouro
  • Símbolo: Leão
  • Quadra: Rua Mario José da Fraga, 41 – Santa Eugênia – Nova Iguaçu
  • Telefone:
  • Internet:
  • Presidente: Oberdan Rodrigues da Silva (Bira)
  • Presidente de Honra:
  • Diretor de Carnaval: Carlin Neguin
  • Carnavalesco:Cid Carvalho
  • Diretor de Harmonia: Mauro Tito
  • Intérprete: Taroba e Tonho
  • Diretor de Bateria: Mestre Renatinho
  • Rainha de Bateria:
  • Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Toninho e Flora
  • Coreógrafo da Comissão de Frente: Paulinho
  • Horário do Desfile 2016:
  • Enredo 2016:“Pas de Dance: Hoje tem Festa no Arraiá”

SINOPSE 2016

leão

“Pas de Dance: Hoje tem Festa no Arraiá”

Chega o mês de junho
O sertão muda de cor.
Com prece e devoção,
É dançada a Quadrilha
No ritmo do baião.
“Todo mundo animado
Dando viva a Santo Antônio,
São Pedro e São João”.

Nosso “Pavilhão” é enfeitado!
Nesse enredo arretado,
Brilha um sentimento incomum:
Hoje tem festa no “arraiá”
Da Leão de Nova Iguaçu.

Essa é a história
De uma dança popular,
Corruptela de Joanina,
Que se consagrou
Como Festa Junina
Na cultura nordestina.

Sua origem não é fácil precisar.
Na minha simplicidade
Vou tentar explicar:
Remonta às danças agrícolas
No período da colheita…
Sob a luz do amanhecer
Dançavam os camponeses,
Nos campos da Europa,
Até mesmo antes de Jesus nascer.

Sua história cruza a linha do tempo.
Diz-se que a tal dança,
Em tempos de guerra,
Entre a França e a Inglaterra,
Até serviu de aliança…
Mas foi nos idos do século XII,
Em requintados salões da nobreza,
Que a França adotou a quadrilha
Como símbolo cultural de sua realeza.

Uma fresta no tempo nos permite observar
O que no presente ninguém viu…
Numa travessia além-mar,
A Quadrilha chega ao Brasil.

A Corte Portuguesa
Rende-se a sua sutileza.
Entrelaçada aos passos da “Pas de Dance”
Copia a leveza
Aos acordes dos “salões tupiniquins”.
Em cerimônias, bailes e festas da alta nobreza
Torna-se comum dançar a quadrilha
De origem francesa.

Dança, cantoria e encenação…
Na forja dos destinos,
O povo resignifica a quadrilha
A festejos juninos.

Cria-se uma festa animada,
Tradicional e arretada.
Templo folclorista,
Caricatura do povo simples da roça
Que dança e vira artista.

Quadrilha é gente feliz!
Arrastando o pé no chão,
Dia e noite, noite e dia…
Dentro e fora do salão.

Eta! Forró arretado.
Tem fogueira, milho assado,
Quentão, xote e xaxado.

Na festança do “arraiá”,
Tem de tudo um bocado:
“Adivinhação, pamonha,
Canjica, mungunzá…”
Até casamento matuto,
Pro povo se alegrar.

A tradição das quadrilhas se espalha
Com os ventos da modernidade.
O luxo dos concursos,
Uma nova festividade.
A dança é diferente:
Dos passos com emoção,
Num ritmo “frenético”,
Dançam pulando,
Com os pés distantes do chão.

De um jeito ou de outro,
Com a nova marcação,
A brincadeira ruma pra outra direção.
Não se ouve mais “anarriê”, “olha a cobra” ou “balancê”.
Tudo muda e até ignoram a poeira do fuzuê…
E a linda dança matuta
Volta aos salões,
Revestida da cultura popular,
Para agradar “vosmecê”.

Mas não se “avexe”, não…
O importante é não deixar
A festança acabar.
Ao som de triângulo, sanfona e zabumbeiro
Vem com a Leão festejar,
Vem cantar nesse terreiro:
“Pas de Dance, hoje tem festa no arraiá”.

Ideia Original e Carnavalesco: Cid Carvalho

Pesquisa e texto: Marcos Roza

Bibliografia Consultada:

  • DINIZ, Francisco. A Grande Festa do Nordeste; Projeto Cordel, 2004.
  • PEREIRA, Juarês Alencar. Cordel de Junho, 2010.

SAMBA-ENREDO 2016

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