ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ

santa cruz

  • Fundação: 18 de Fevereiro de 1959
  • Cores: Verde e Branco
  • Símbolo: Coroa e Brasão do Império do Brasil
  • Quadra: Rua do Império, 573, Santa Cruz, Rio de Janeiro
  • Telefone: (21) 3158-5812
  • Internet: http://academicosdesantacruz.com/
  • Email: gresacadsantacruz@yahoo.com.br
  • Presidente: Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo)
  • Vice-Presidente: Waldemir Rodrigues de Paula – Mica (In Memorian)
  • Presidente de Honra: (Não Possui)
  • Diretores de Carnaval: Riec Santos, Lúcio Costa e Ricardo Simpatia
  • Carnavalesco (Comissão): Lucas Pinto, Lane Santa e Munir Nicolau
  • Diretor de Harmonia: Nélio Azevedo
  • Intérprete: Carlos Pavaroti
  • Diretor de Bateria: Mestre Riquinho
  • Rainha de Bateria: Jaqueline Maia
  • 1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Mosquito e Roberta Freitas
  • 2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: José Mauro e Edna Ramos
  • Coreógrafo da Comissão de Frente: Carlinhos Muvuca
  • Galeria da Velha Guarda: Neuza Maria de Oliveira
  • Horário do Desfile 2016: 4ª escola a desfilar na Sexta, dia 05 de fevereiro de 2015.
  • Enredo 2016: “Diz Mata! Digo Verde. A natureza veste a incerteza, e o amanhã? (O clamor da Floresta)”

SINOPSE 2016

logo santa cruz

DIZ MATA! DIGO VERDE. A NATUREZA
VESTE A INCERTEZA, E O AMANHÃ?
( O clamor da Floresta)

NO PRINCÍPIO ERA O VERDE

No princípio e deveria ser por todo o sempre, um mosaico de tonalidade do verde original, matizes e mais matizes desta infinita matriz.

No princípio antes de ser Brasil, este chão criado por Nhandevuruçu foi quintal de curumins.

Esta terra nasceu vestida de esmeralda, samambaia, florestas, musgo, lima, limão…

Era brilhante, parecia um mar, pinho e selva, essencialmente esverdeado.

Nessas matas floresceu a vida, em cada manancial uma tribo sob proteção de Jaci, Guaraci e Tupã, vindo de Iapada- o Olimpo das nações tupi, brotou no solo dos corações. Se fez Senhor! E Caupe encheu de beleza as mulheres da terra.

Oh, Deus do trovão! Quantas bocas de mato, quantas copas rasgando o céu, quanta beleza na imensidão…

Tantos eram os bosques! Tantas várzeas e capões deste mundão sem fim, onde corria curumim…

A floresta que amamentou o índio, certo dia, abraçou o povo negro e seduziu o branco estendendo a sua liberdade como refúgio e proteção. Nos confins desse gigante, na grandeza destes sertões, surgiram quilombos, encontraram-se nações, diferentes culturas e o mesmo respeito à vida, a mesma luta contra a invasão da cobiça e da devastação.

Nos caminhos desenfiados da selva, Tupã encontrou outros deuses e os cultos indígenas adormeceram entre o sagrado, o profano e o sincrético.

Mas o progresso é voraz e o cinza da fumaça corta o ar. Abaçaí habita a alma barbárie do devastador – é a visão do apocalipse tupi.

O dia certo, para começar a plantar o amanhã, é hoje. Dizer não à devastação e repintar de verde o manto que escureceu feito carvão – uma necessidade.

Flores em vida! Flores à vida.

Oh, Tupã! Não adormeças! Não deixe este verde chegar ao fim! O teu reino místico há de brotar da Sumaúma em meio a floresta e há de se levantar e replantar novas cores.

Deuses, seres da mata, atendam ao chamar da floresta. É chegada a hora.

Tupã! Levanta as folhas e, dos deuses, a cura.

Anhangá! protege tua fauna das emboscadas.

Vem de longe Caipora, vai cruzando a capoeira!

Curupira vai ou vem?

Curumim, traz o mirim? Para o tempo do bem.

O amanhã começa agora!

Queremos ver de perto a mudança!

Vida verde para as crianças.

Mãe Terra! apresenta a nós a verdadeira verde esperança.

E se alguém me perguntar pela mata nativa, pelo resto da vida no chão…

Eu posso dizer:

Diz Mata? Digo verde

A natureza vestida de incerteza, sob o clamor da floresta, te questiona:

E o amanhã?

Autor: Cláudio Russo

SAMBA-ENREDO 2016

Compositores: André Felix, Freitas Junior, Zé Glória, Marquinho Beija-Flor, Roni Remandiola, Betinho, De Araújo e J.Giovani.

ECOA UM GRITO DE GUERRA NO ALTO DA MATA
AUÊ AUÊ AUÊ
QUEM FOI QUE ATIROU ESTA FLECHA
NO PEITO SAGRADO DA VIDA?
TUPÃ GANHA FORMA DE UM TROVÃO
NATUREZA EM COMUNHÃO
CONTRA A FORÇA DO INVASOR
VAI TOCAR O MAIS FRIO CORAÇÃO
PRA CADA PALMO DE DEVASTAÇÃO
NASCE UM RAMO DE AMOR

A CORRENTE ESTÁ FORMADA PELO BEM
CAIPORA ME CHAMOU, CURUPIRA VAI OU VEM?
EU SABIA! NÃO SE BRINCA COM UM PERERÊ
ESTA TERRA TEM MAGIA! TEM PODER!

SEIVA DA SELVA DE ANHANGÁ
SALVA MEU DEUS NOSSO HABITAT
BROTAM AS FLORES, PRAS DORES DO MUNDO SARAR
QUAL SUMAÚMA ME FAZ RAIZ
SOM DA FLORESTA UM SÓ TAMBOR
FOLHA DA MAIS VERDEJANTE MATIZ EU SOU
HOJE A NOSSA FANTASIA
SÓ NÃO SERÁ EM VÃO
SE HOUVER MAIS UNIÃO E MENOS HIPOCRISIA

ÔÔÔ… ÔÔÔ…
DIZ MATA, EU DIGO VERDE
ÔÔÔÔ, A SANTA CRUZ
É MEU CLAMOR, É MINHA SEDE

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